Do Jetss.com

Um estudo produzido por cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, revelou que os odores emitidos pela natureza têm o poder de aliviar o estresse e curar doenças respiratórios e até mesmo o câncer. O estudo avaliou o efeito terapêutico que os aromas das árvores provocam nas pessoas e concluiu que eles contém inúmeros benefícios para a saúde e mente humana.

De acordo com os especialistas, quando os cheiros da natureza começam a ser sentidos e agir no organismo, já é possível considerar uma enorme melhora no estresse e na irritação. Dessa maneira, fazer uma caminhada em uma área verde pode estabilizar a pressão arterial e fortalecer a imunidade das pessoas. Quanto maior for o tempo que a pessoa passa em contato com a natureza, melhores serão os resultados e os benefícios sentidos.

O cientista Qing Li, criou, dentro da escola, o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. De acordo com o cientista, um efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos as florestas, mesmo que em fotografias, por exemplo.

 

 

Matéria publicada na Jetss.com, em 3 de maio de 2018

 

Breno Henrique de Sousa* comenta

 

Somos Natureza

 

A vida urbana é uma bolha de artificialidade. O advento do que costumamos chamar de civilização trouxe consigo a ambição de controlar a natureza, criando uma separação entre o humano e o natural, como se, por um esforço da imaginação, não fossemos parte dela, pior ainda, como se ela representasse uma ameaça a nossa existência.

            O domínio do homem sobre a natureza não é apenas um oportunismo utilitarista, a isso precede o medo pela consciência da nossa fragilidade. Somos débeis e a natureza portentosa e indomável, pode nos varrer com um sopro, por isso a necessidade de dominá-la. Abrigar-nos em comunidades que mais tarde tornariam-se a “polis”, foi uma estratégia eficaz para lidar com o medo, mas nos distanciou sempre mais da compreensão e integração com a natureza.

            Por milhares de anos estivemos integrados aos ritmos da natureza. Nossas memórias ancestrais identificam esses elementos. Essa reportagem que demonstra como essa interação é benéfica para nossa saúde física, mental e – por que não? – espiritual.

            No Espiritismo aprendemos que o nosso perispírito é composto pelo fluido universal do nosso planeta, além disso, são muitas as menções na literatura mediúnica sobre como os espíritos utilizam e interagem com as energias da natureza, manipulando-as com diversos fins como a cura ou comunicação mediúnica. Que os eflúvios da natureza são benéficos, não é novidade para o Espiritismo e menos ainda para as diversas tradições ancestrais. O que nos alegra nessa notícia é observar como determinados segmentos da ciência aproximam-se a cada dia dessa realidade, dando-lhe mais respaldo.

            Desde as obras fundamentais do Espiritismo somos apresentados a uma nova compreensão da natureza, onde somos parte integrante dela e progredimos através dela, física e moralmente. Para o Espiritismo nem sequer existe o conceito de “sobrenatural” uma vez que, nem mesmo os espíritos estão fora da natureza, mas são uma força integrante dela. Os antigos Druidas já conheciam essa realidade, não é a toa que Allan Kardec, um druida reencarnado, foi incubido da missão de codificar o Espiritismo.

            Não desperdicemos a oportunidade do contato com a natureza, de caminhar nos bosques, de observar os lírios do campo e as aves do céu. Eles reservam lições que precisam ser relembradas urgentemente se quisermos que a vida humana prospere na Terra.

 

* Breno Henrique de Sousa é paraibano, professor da Universidade Federal da Paraíba nas áreas de Ciências Agrárias e Meio Ambiente. Está no movimento Espírita desde 1994, sendo articulista e expositor. Atualmente faz parte da Federação Espírita Paraibana e atua em diversas instituições na sua região.

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